
Sexta começa a Série B 2025. E, como sempre, começa com verdades diferentes.
Sim, diferentes.
Enquanto uns chegam embalados por títulos e boas campanhas, outros ainda procuram padrão, elenco e até identidade.
É o que acontece quando os clubes vêm de estaduais de níveis técnicos desiguais, com realidades de preparação distintas. A Série B não é para quem larga melhor. É para quem consegue manter o ritmo por 38 rodadas.
O chamado G8 do acesso
Os favoritos apontados por analistas e casas de apostas são:

Athletico-PR
Orçamento e estrutura de Série A. Mas foi eliminado pelo Maringá no Paranaense. Ainda busca solidez e padrão competitivo.
América-MG
Vice-campeão mineiro. Trabalho sólido, elenco mantido. É um dos mais estáveis e prontos para subir.
Cuiabá
Tem CT de excelência e folha alta, mas caiu na semifinal do estadual e ainda não mostrou a força esperada. Time ainda em ajuste.
Criciúma
Rebaixado da elite, chega com a novidade de Zé Ricardo no comando. A boa campanha no Catarinense contrasta com a quebra de continuidade após a saída de Cláudio Tencati, que hoje comanda o Atlético-GO.
Avaí
Campeão estadual e agora comandado por Jair Ventura, técnico com passagens por Série A. A expectativa é que traga equilíbrio e experiência de acesso ao elenco.
Novorizontino
Ficou em 6º na Série B de 2024. Projeto firme, elenco entrosado, comando mantido. Pode surpreender novamente.
Goiás
Campanha abaixo do esperado no Goianão. Mas traz de volta Vagner Mancini, com a missão clara de recolocar o clube na Série A.
Atlético-GO
Outro rebaixado da elite, agora comandado por Cláudio Tencati, técnico que conhece bem o acesso e que fez bom trabalho no Criciúma. Elenco em construção, mas com perspectiva de crescimento.
Correndo por fora com força
Vila Nova
Foi campeão goiano com autoridade e manteve a base que ficou em 5º na última Série B. Chega pronto para brigar pelo G4.
Operário-PR
Levou o título paranaense superando favoritos. Tem organização tática, treinador competente e grupo fechado. Está pronto para incomodar o G8.
Esses dois times têm o que a Série B exige: casca, identidade e continuidade.
E o CRB?

É o único representante do Nordeste na Série B 2025.
Foi tetracampeão estadual, sim. Mas chega à competição em meio a uma nova reconstrução:
- Mudança de técnico,
- Novo executivo,
- Reformulação do elenco,
- Time titular ainda indefinido,
- Eliminação precoce na Copa do Nordeste,
- Estreia iminente na Copa do Brasil.

A camisa pesa, a torcida cobra, e a responsabilidade regional é grande. Mas o time ainda busca encaixe. A largada será desafiadora.
