Nome do capitão do Galo aparece em conversa de apostadores esportivos, no ano passado, quando estava no Goiás.
Os desdobramentos da Operação Penalidade Máxima II, instaurada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), estão dando o que falar. A cada dia que passa, novos jogadores aparecem como investigados e, nesta quarta-feira (10), o volante Auremir, do CRB, teve o nome citado em uma matéria do jornal O Globo.
O jogador não está sendo investigado, tampouco foi denunciado pelo MP-GO, contudo, o jornal disse ter tido acesso aos prints de várias conversas entre apostadores, envolvidos no esquema. A conversa em questão é de 2022, quando Auremir ainda estava no Goiás. O print mostra um bate-papo entre apostadores, sendo que um deles é Bruno Lopez, apontado pelo MP-GO como o principal líder do esquema de manipulação.
A imagem mostra que Bruno Lopez envia uma lista com o nome de jogadores. Primeiro aparecem os atletas na lista "confirmados e pagos", onde estão Vitor Mendes e Nino Paraíba. Na sequência, o apostador envia a lista de jogadores apenas "confirmados", pois aguardam o pix e a confirmação de titularidade. Nessa parte da lista estão o próprio Auremir, além de Matheusinho, Sidcley e Maurício.
Hoje, Auremir está com um edema ósseo no pé, por isso não tem aparecido nos jogos do clube regatiano. Na última quarta-feira (10), inclusive, houve uma reunião da cúpula do futebol do CRB - o executivo Thiago Paes e o presidente do Galo, Mário Marroquim, com o jogador, a fim de discutir justamente toda essa situação envolvendo o atleta.
À Gazetaweb, o mandatário alvirrubro confirmou a reunião e, logo após a mesma, em entrevista à reportagem, disse que Auremir não foi afastado preventivamente do clube, pois o clube vai esperar o desdobramento de toda essa situação. Além disso, Mário Marroquim disse que confia na inocência de Auremir.
"Nós não afastamos o Auremir. Ele continua, inclusive, afastado porque está em tratamento médico. Coincidentemente, já são duas partidas que ele não participa. Nós vamos aguardar todo tipo de desdobramento jurídico. Não dá para você condenar ninguém, até que você prove o contrário. Então, até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Nós temos confiança na inocência do jogador e vamos aguardar o desdobramento das investigações. Mas, até então, não há que se punir o jogador antes de você, de fato, ter comprovação de algum ato ilícito dele", disse.
Arivaldo Maia, Guilherme Magalhães e Fernanda Medeiros - Redação da Gazetaweb