
O acesso aos dados bancários e fiscais da ex-funcionária do Hotel Jatiúca, presa nesta sexta-feira (4), pode revelar à Polícia Civil mais detalhes do esquema que desviou R$ 9 milhões do estabelecimento, inclusive se o rombo é maior e se mais pessoas estão envolvidas no crime.
Ainda não há indícios desses fatos, mas o aprofundamento das investigações pode esclarecer melhor como funcionava a retirada de dinheiro, segundo a polícia.
A ex-funcionária foi presa durante a operação “Check-Out”, em um condomínio de luxo na parte alta de Maceió. Ela tem 43 anos e é suspeita de desviar R$ 9 milhões do hotel onde trabalhava. Para isso, a mulher emitia pagamentos duplicados a fornecedores, autorizando transferências com valores repetidos para as mesmas empresas.
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Por enquanto, segundo informação da polícia, a mulher é a única suspeita. A Justiça autorizou a prisão, busca, sequestro de bens dela e de parentes próximos, além da quebra do sigilo bancário e fiscal.
As investigações apontam que ela atuava há cerca de 10 anos no setor financeiro do hotel e ocupava um cargo de confiança.
“Nós reunimos muita prova documental. Conseguimos entender qual era o mecanismo que a funcionária utilizava para desviar recursos. Ela utilizava valores que deveriam ser pagos aos fornecedores, mas que iam para sua conta pessoal”, explicou o delegado José Carlos.
A ação foi realizada pela Seção de Lavagem de Dinheiro, comandada pelo delegado José Carlos, e pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), coordenada pelo delegado Igor Diego.