
O presidente da Câmara Municipal de Rio Largo, vereador Rogério da Silva (PP), voltou a se pronunciar publicamente nesta terça-feira (1º), após a Justiça suspender o ato que o colocou interinamente como prefeito. Em nota, o parlamentar reafirmou a autenticidade das supostas cartas de renúncia do prefeito Carlos Gonçalves e do vice-prefeito Peterson Henrique, e propôs um exame grafotécnico para atestar a veracidade das assinaturas nos documentos.

A proposta de perícia surge como resposta direta à negativa do prefeito, que afirma não ter renunciado e classificou o episódio como uma “tentativa de golpe”. Para sustentar sua versão, Rogério da Silva divulgou dois documentos diferentes e garantiu que as assinaturas coincidem com as dos gestores.
“Solicitarei à Justiça a realização de perícia grafotécnica para comprovar que as assinaturas nas cartas foram feitas de próprio punho pelo ex-prefeito e ex-vice. Desafio ambos a se submeterem ao exame”, declarou o vereador.
Entre os critérios que devem ser analisados na perícia, Rogério mencionou aspectos técnicos como traçado das letras, pressão, inclinação da escrita e maneirismos gráficos — elementos fundamentais para determinar a autoria das assinaturas.
Artigos Relacionados
Crise política e judicial
A manifestação de Rogério ocorre após o Poder Judiciário suspender, por meio de liminar, os efeitos do Ato nº 01/2025 da Câmara Municipal de Rio Largo, que havia declarado a renúncia dos chefes do Executivo. A decisão, emitida na segunda (31), determinou o imediato retorno de Carlos Gonçalves e Peterson Henrique aos seus cargos, mas ainda aguarda julgamento do mérito, que será analisado após manifestação da própria Câmara e do Ministério Público.
Rogério da Silva defende que sua atuação foi respaldada pela Lei Orgânica do Município, alegando que apenas deu publicidade aos documentos oficialmente protocolados.
“Cumpri a lei. A posse foi realizada conforme os trâmites legais. A instabilidade atual é consequência da tentativa de negar um fato consumado”, afirmou.
Apesar de ter assumido interinamente o cargo de prefeito, o vereador afirma não ter interesse pessoal na administração municipal. Ele também anunciou que ingressará com ações cíveis, criminais e administrativas contra aqueles que, segundo ele, “ofenderam sua honra” e colocaram em dúvida a atuação da Câmara.