
Foi encerrado nesta sexta-feira (28), em Maceió, o XXIII Encontro Nacional do Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais (CODEJE). Fora três dias de discussões e troca de experiências no evento realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL). O encontro reuniu autoridades, servidores da Justiça Eleitoral e especialistas de todo o país. Os debates se voltaram à modernização, acessibilidade e educação cidadã.
Entre os temas abordados, estiveram o uso da inteligência artificial no sistema judiciário, a inclusão de populações vulneráveis no processo eleitoral, a importância da linguagem simples na comunicação institucional e o papel das Escolas Judiciárias Eleitorais (EJEs) na formação cidadã.
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Para o presidente do TRE de Alagoas, desembargador Klever Loureiro, o encontro foi uma oportunidade de fortalecer o papel das EJEs e de ampliar o diálogo entre o Judiciário e a sociedade. “Receber o CODEJE em nosso estado foi uma honra. As discussões promovidas aqui certamente vão aprimorar as práticas institucionais, tornando a Justiça Eleitoral ainda mais próxima da população”, afirmou.
A programação contou com palestras e mesas-redondas conduzidas por nomes de destaque do meio jurídico. O desembargador José Laurindo de Souza Netto tratou dos impactos da inteligência artificial no Judiciário. Já os juízes federais Felini Wanderley e Antônio José debateram questões de acessibilidade e a inclusão de pessoas em situação de rua no processo eleitoral.
No último dia do evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (EJE-TSE), Cristiano Zanin, participou de conferência que antecedeu a deliberação da Carta do CODEJE e a eleição para cargos vagos na Comissão Executiva do colegiado.
O diretor da EJE do TRE-AL e presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho, destacou o caráter abrangente dos debates. “Tratamos de inovação e tecnologia, mas também de inclusão e comunicação acessível. É esse conjunto de ações que fortalece a democracia e amplia o alcance da cidadania”, afirmou.
Com participação expressiva e uma programação voltada para os desafios contemporâneos da Justiça Eleitoral, o encontro em Maceió consolidou-se como um marco no esforço por uma atuação mais moderna, transparente e inclusiva do Judiciário brasileiro.